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A habilidade é prata; o caráter é ouro.

26/02/2018 ouro










por José Ricardo Barretto

Muitos de nós já se deparou com a frase “Contrate o caráter, treine as habilidades”. Esse pensamento, atribuído à Peter Schutz, empreendedor e CEO que alavancou a Porsche no mercado mundial, nos faz pensar em nosso papel de protagonistas no processo de escolha das pessoas certas para nossas organizações.

Voltando alguns passos atrás no processo decisório de escolha de um novo profissional para nossas organizações, temos que ter em mente que a busca pela “pessoa ideal” para uma determinada posição na empresa é um pouco equívoca, e nos faz perseguir algo que muitas vezes não será possível de se encontrar. Esse conceito parte do princípio de que essa pessoa, reúne todas as condições, físicas, intelectuais, sociais e técnicas para ocupar determinada posição. Isso é algo que, na prática, não se consolida.

Retornando à nossa reflexão, a missão de então trazer as pessoas mais “acertadas” para uma empresa, é certamente, um grande desafio aos gestores e profissionais de RH. Grande parte dos gestores, e aqui me refiro principalmente àqueles que estão diretamente ligados ao profissional que se busca, se veem tentados a reter-se ao curto prazo e trazer profissionais para esses cargos que atendam às exigências e competências técnicas da função. Percebo atualmente no mercado, que os processos seletivos de um modo geral, direcionam para decisões pautadas por esse viés. Sem dúvida alguma que isso é importante. E muito. Porém, a magnitude de um profissional é muito maior. Seus valores, seus princípios e seu caráter tem importância ainda maiores, principalmente na atual dinâmica da sociedade em que vivemos. A essência da formação de um cidadão, está nesses fatores. Toda carga de conhecimento e habilidades que são adquiridos ao longo do tempo, são assentadas sobre esse alicerce. Não se consegue obter compromisso, resultado e eficácia em sua plenitude, de alguém que por alguma razão, não tenha esse alicerce bem construído.

Hoje, mais do que nunca, precisamos de gente com bons valores. Toda as questões técnicas e de aprendizado específicos de uma função podem ser adquiridos utilizando-se de inúmeras ferramentas didáticas. Elas são importantes, mas são de prata; ocupam um papel secundário nas competências do profissional. Com a mesma facilidade com que podem ser ensinadas, também podem ser esquecidas. Já o caráter está no DNA de cada indivíduo. Toda a carga cultural e de valores percebida pelo profissional são vitais em seu desempenho pessoal e profissional. Elas valem ouro. Certamente, quando se prioriza a seleção de um profissional olhando por esse ponto, as chances de sucesso são muito maiores, embora sempre somos tentados a cair na armadilha do imediatismo dos resultados que o conhecimento e as habilidades trazem.

Portanto lembre-se: se você quer finalizar o seu processo de contratação o quanto antes e quer seguir com seus afazeres, escolha prata. Se quer continuar se desenvolvendo, trazendo competitividade à sua organização e cuidando do futuro, escolha ouro.